Um pouco sobre nós

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Cearense convertida ao islã há cerca de 10 anos, Karine Garcêz é uma fotógrafa cearense que trata nesse trabalho individual da inocência preservada pelas crianças mesmo diante de uma situação humanitária degradante. As crianças palestinas refugiadas são pequenos adultos, que mantêm toda a delicadeza infantil ao mesmo tempo que já possuem uma consciência política.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), há hoje no mundo mais de 50 milhões de refugiados. Pessoas que devido a guerras e perseguições foram obrigadas a deixar suas casas. Cerca de 5 milhões são palestinos vítimas do conflito iniciado em 1948. Aproximadamente um terço desses refugiados palestinos vive hoje em campos para refugiados na Jordânia, no Líbano e em Gaziantep, uma cidade turca situada na fronteira com a Síria. Estima-se que cerca de 80 mil crianças e adolescentes palestinos vindos da Síria estejam refugiados em Gaziantep.

Vítimas da guerra, as crianças têm seus direitos humanos violados com a violência rasgando as páginas da Declaração Universal dos Direitos das Crianças, de 1959, e da Convenção dos Direitos das Crianças, de 1989. A guerra tira delas suas casas, suas comunidades, sua privacidade, sua dignidade, sua inocência e, muitas vezes, suas vidas. As sobreviventes  levam consigo para o futuro as consequências da experiência dessa fase da vida: ansiedade, depressão, agressividade.

Ainda que não sejam respeitadas como crianças, protegidas como crianças, elas são crianças e é assim que devemos olhar para elas. Não voltar no passado e encará-las como pequenos adultos, mas sim defender o direito delas de serem crianças, uma semente que deve ser regada, não uma árvore de quem já queremos frutos e sombra. A idade da criança não é a idade da guerra. É a idade do amor.

A exposição  Infância Refugiada/ Refugge Childhood é uma janela que pretende circular mundo a fora fazendo com o que olhar estrangeiro chegue até a infância palestina, hoje refugiada e ameaçada, na expectativa de que toda a esperança que há no olhar desse pequenos cidadãos de direitos seja alimentada por cidadãos do mundo.

A esperança e olhar dos territórios os quais não devem encontrar barreiras.

English

Karine Garcêz is a Brazilian photographer from Ceará who converted to Islam around 10 years ago.  She has been doing this solo work about the preserved innocence by the children, even when facing a degrading human situation. The refugee Palestinian children are little adults, who  keep all childish delicacy at the same time that they already have political awareness.

According to United Nations Organization (UN), today there are more than 50 million refugees, people who due to wars and persecutions, were obliged to flee their homes. Around 5 million are Palestinians victims of the conflict started in 1948. Around a third of those Palestinian refugees live in refugee camps in Jordan, Lebanon and in Gaziantep, a Turkish city located near the Syrian border. It is estimated that around 80 thousand Palestinian children and adolescents are refugees in Gaziantep.

Victims of war, the children have their rights violated by violence, tearing the pages of the Declaration of the Rights of the Child from 1959 and the Convention on the Rights of the Child from 1989. The war takes their homes, communities, privacy, dignity, innocence and many times their lives. The survivor carries the consequences of the  experience of this stage of life: anxiety, depression and aggressiveness.

Even if they are not regarded as children, they are still children and that is how we should look at them. Not going back to the past and seeing them as grown-ups but defending their rights to be children. They are little seeds that have to be watered, not mature trees which we already expect fruits and shadow from. The child’s age is not the same as the war age. It is the love age.

The exhibition Infância Refugiada/ Refugee Childhood is a window which intends to tour throughout the world making the foreign sight reach out to the Palestinian childhood, today refuging and threatened, in the expectation that all the hope that is in the look of these little rightful citizens to be fed by world citizens.

The hope and the sight are two territories which should not find barriers.

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